Notícias País Solidário Notícias País Solidário <![CDATA[Campanha País Solidário - Relatório de Execução]]> Relatório de Execução

Um ano depois do lançamento da Campanha País Solidário, já é possível consultar o relatório de execução, onde se encontram descritos detalhadamente os resultados obtidos por esta campanha de solidariedade, que teve como missão apoiar os que, com o eclodir da crise económica, perderam os seus empregos e viram agravada a sua situação social.

A esta iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian associaram-se as Fundações EDP e Millenium BCP, o Grupo Jerónimo Martins e os Bancos Caixa Geral de Depósitos, BPI, Montepio, Espírito Santo e Santander Totta.

Foram também parceiras da Campanha diversas entidades que apoiaram a divulgação, designadamente o Movimento de Cidadãos Solidários com as Vítimas da Crise, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas, as televisões nacionais - RTP, SIC, TVI -, o Diário Económico, e as empresas SIBS, Euro RSCG, Mr. Net e AR Telecom.

A Cáritas Portuguesa, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome e, nos últimos dois meses, a AMI, foram as instituições responsáveis pela operação de canalização de donativos no terreno.

 

  Para informações complementares, consulte o relatório de execução.

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<![CDATA[Uma campanha solidária - reportagem]]> "Então D. Manuela, hoje não toma café?” – Virgínia Henriques observa, através da janela, uma cliente que passa na rua, e não hesita em abordá-la. Abriu aquele pequeno café há menos de dois meses, com o apoio da Campanha País Solidário, e já tem clientes habituais que não dispensam a sua sopa caseira ou os salgados.

 

Depois de, durante três anos, ter enfrentado um problema de saúde que a impediu de trabalhar, Virgínia decidiu que era altura de voltar ao activo. Tinha sido auxiliar de acção educativa e empregada de café, e começou a tentar encontrar trabalho nessas áreas, sem sucesso. O ordenado do marido, como motorista de um hospital, era insuficiente para pagar todas as despesas e criar os dois filhos, por isso Virgínia decidiu que não iria cruzar os braços.

 

“Um dia veio ter connosco e mostrou-nos um projecto com orçamentos e tudo o que era necessário para a abertura de um café que já tinha em vista, tudo feito por ela”, explica Luísa Coelho, responsável da Cáritas Paroquial da Arrentela, que tem acompanhado desde o início este processo. Mas não tem sido fácil. “Estou a pagar aos poucos as obras que tive de fazer antes de abrir e as bebidas que tenho em stock, mas, apesar das dificuldades, não me deixo vencer. Não sei bem de onde vem esta força, mas acho que é do amor que tenho pelo meu marido e pelos meus filhos”, explica Virgínia, que aos 48 anos assegura que se sente “realizada” profissionalmente.Ao café que abriu chamou “O Meu Sonho”.

 

Ver Newsletter Leia a continuação desta reportagem na newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian.

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<![CDATA[Campanha País Solidário chega a doze regiões e oferece mais apoios]]> Depois de, numa primeira fase, a Campanha ter abrangido quatro áreas identificadas como de maior precariedade - Grande Porto, Vales do Ave e do Tâmega e Península de Setúbal -, neste momento a ajuda da Campanha País Solidário chega também às regiões de Braga, Entre Douro e Vouga, Beira Interior Norte e Lezíria do Tejo, distrito de Aveiro, regiões autónomas dos Açores e Madeira e concelho de Sintra.

Os apoios concedidos no âmbito da Campanha têm incidido sobretudo na satisfação de necessidades básicas (despesas com habitação, água, luz, gás, comparticipação em medicamentos) e criação de auto-emprego (com vista a diminuir o risco de pobreza e a aumentar a autonomização dos agregados) e outros apoios excepcionais.

Com as adendas feitas ao protocolo inicial, ficou ainda decidido que desempregados que se encontram nessa situação desde data anterior à da eclosão da crise, assim como pessoas com rendimentos de trabalho ou apoios sociais muito baixos e menifestamente insuficientes para fazer face às necessidades básicas, poderiam usufruir do apoio desta Campanha.

Pelo menos até ao final deste ano continuará a ser necessário o contributo de todos para esta causa, seja através das contas País Solidário existentes nos bancos parceiros, seja através da linha telefónica 760 307 307, em que 0,48€ de cada chamada reverterão a favor da Campanha. Porque os problemas dos outros também são nossos.

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<![CDATA[Campanha País Solidário já ajudou perto de uma centena de famílias]]>  

O atendimento e apoio às famílias no âmbito da Campanha País Solidário teve início na última semana de Maio. Entre essa data e o dia 15 de Julho de 2009, cerca de 73 famílias pediram directamente apoio à Cáritas e à Cruz Vermelha e muitas centenas recorreram à ajuda de instituições apoiadas pela Federação Portuguesa de Bancos Alimentares.

Os Bancos Alimentares actuam junto de instituições de solidariedade através do fornecimento de bens alimentares. Com o apoio da Campanha País Solidário esse fornecimento foi reforçado (com leite e atum) em 350 instituições que apoiam 71868 pessoas. Das famílias que recorreram directamente à Cáritas e à Cruz Vermelha, 24 tinham já recebido apoios até dia 15 de Julho, beneficiando aproximadamente 70 pessoas.  Para além dos alimentos, os apoios dados no âmbito da Campanha País Solidário, têm incidido sobretudo na satisfação de necessidades básicas (despesas com habitação, água, luz, gás, comparticipação em medicamentos), criação de auto-emprego (com vista a diminuir o risco de pobreza e a autonomização dos agregados) e outros apoios excepcionais. No conjunto das três instituições que executam a Campanha País Solidário foi gasto, até 15 de Julho, o montante de €159 529,40. 

A Campanha arrancou nas áreas do Grande Porto e Península de Setúbal (onde actua a Cáritas) e Vales do Ave e do Tâmega (onde actua a Cruz Vermelha). A Federação Portuguesa de Bancos Alimentares apoia instituições nas quatro áreas de intervenção da Campanha. A maioria dos pedidos e apoios ocorreram na Península de Setúbal (em particular nos concelhos de Setúbal e Palmela) e no Tâmega (sendo em Paços de Ferreira que se registam mais casos).

Lista de depositantes individuais que já contribuiram para esta causa pdf

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<![CDATA[Campanha País Solidário alarga âmbito de aplicação a auto-emprego e a necessidades básicas]]> Em resultado da avaliação da primeira fase de implementação da campanha País Solidário,  sentiu-se a necessidade de ajustar os tipos de apoios inicialmente previstos.

Os diagnósticos feitos pela Cáritas e pela Cruz Vermelha Portuguesa, entidades a operar no terreno, acerca da realidade social das áreas de intervenção,  ditaram que o apoio à educação, que deixou de fazer sentido no final do ano lectivo, fosse substituído por apoios a necessidades agora mais prementes.

Assim, a campanha prevê agora, além dos já contemplados apoios ao pagamento de despesas com creche, jardim-de-infância, ATL, instituições de apoio a pessoas com deficiência ou lares de terceira idade (cujas dívidas serão saldadas segundo uma regra de co-responsabilidade solidária, isto é, 50% é assegurado pelas verbas da campanha e os restantes 50% são perdoados pela instituição credora), os apoio para:

- auto-emprego, desde que os beneficiários não tenham acesso ao micro-crédito nem a programas públicos para criação de emprego próprio;

- satisfação das necessidades básicas (tais como despesas com alimentação, habitação, água, luz, gás, comparticipação em medicamentos), a atribuir durante o período de carência dos beneficiários, isto é, até estes serem abrangidos pelas medidas públicas adequadas à sua situação específica.

Poderão ainda ser considerados outros apoios excepcionais ligados a situações de carência grave detectados pelas entidades executoras da Campanha País Solidário quando devidamente justificados, e desde que previamente aprovados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
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<![CDATA[País Solidário]]> País Solidário, será lançada em quatro regiões: Grande Porto, Vales do Ave e do Tâmega e Península de Setúbal. E beneficiará instituições de solidariedade como a Cáritas, a Cruz Vermelha e a Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome.]]> <![CDATA[País solidário]]>  
Em estúdio: 
Rui Vilar, Pres. Fundação Calouste Gulbenkian 
 
Jornalista: Cecília Carmo
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<![CDATA[País solidário]]>  
Declarações: 
Rui Vilar, Pres. Fundação Calouste Gulbenkian 
 
Jornalista: José Rodrigues dos Santos]]>
<![CDATA[Campanha solidária para as famílias em crise arranca com um milhão de euros]]>  
A verba destinada a arrancar a campanha foi doada pela Gulbenkian, fundações EDP e Millenium BCP e pelos bancos BPI e Caixa Geral de Depósitos. Ontem, Rui Vilar deixou o repto à sociedade civil: “Que ajude a multiplicar este milhão”, seja “com um euro ou com milhares de euros.”
 
Para isso, foi criada uma conta bancária (com o NIB 0035 0001 0004 4000 93062), um número de telefone (760 307 307) e em breve estará disponível o site www.paissolidario.org. O que se pretende é dar uma resposta de emergência a pessoas que deixaram de conseguir fazer face a despesas como as propinas das escolas dos filhos.
 
“Mesmo que alguém não visse os telejornais bastaria andar na rua e nos transportes públicos para sentir o clima de incerteza e de preocupação que se vive”, diz Rui Vilar. Não é que o Estado não tenha medidas de protecção social, “mas há situações que não estão abrangidas nem pelo subsídio de desemprego nem por outros apoios e é nessas áreas, nessas franjas que é necessário agir.” E “a responsabilidade não pode ser só do Estado.”
 
Luísa Vale, do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, explica que o ponto de partida foi pedir ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa, que analisasse em que zonas do país há maior peso de famílias nas quais todos os elementos em idade activa estão sem trabalho. Com base nos dados decidiu-se que, numa fase inicial, o dinheiro recolhido no âmbito da campanha deverá ser utilizado para apoiar pessoas de 32 concelhos de quatro zonas: Grande Porto, vales do Ave e do Tâmega e península de Setúbal.
 
O fundo será gerido pelo Gulbenkian, mas canalizado para três instituições (Cáritas, Cruz Vermelha e os três bancos alimentares abrangidos por aqueles municípios). Afinal, diz Vilar, são estas instituições que “estão no terreno” e sabem como analisar os pedidos que lhes chegam bem como acompanhar os processos. “Queremos que cada euro doado seja um euro que vai para as pessoas.”
 
Preferencialmente, o dinheiro entregue às famílias será para pagar mensalidades de lares, creches ou instituições para deficientes.
 
Contudo, a Cáritas e a Cruz Vermelha têm liberdade de atender a outras situações. O pagamento de propinas também faz parte das “áreas críticas”. A ideia é que as instituições de ensino se comprometam com o seguinte: perdoam 50 por cento do que as famílias que vierem a ser abrangidas pela campanha lhes devem e recebem a outra metade. “Entre zero ou 50 por cento é melhor 50 por cento. Houve um contacto prévio e há instituições disponíveis”, diz Vilar.
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<![CDATA[Gulbenkian lança campanha contra a crise]]> A Fundação Calouste Gulbenkian lança hoje uma campanha de solidariedade para responder "às novas situações de risco de pobreza, ocorridas nos últimos meses em Portugal, motivadas pela crise financeira". 
 
Vai chamar-se País Solidário e a sociedade civil será chamada a dar o seu donativo. Objectivo: reforçar a capacidade de intervenção da Caritas, Cruz Vermelha e Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome. 
 
Numa primeira fase, "a campanha incidirá nas quatro áreas identificadas como de maior precariedade - Grande Porto, vales do Ave e do Tâmega, e península de Setúbal", faz saber a Gulbenkian em comunicado. 
 
Pretende-se apoiar as "famílias mais atingidas pela crise e que não beneficiem de qualquer sistema específico de protecção social". Para além da Gulbenkian são promotoras da campanha EDP, Millenium BCP, Caixa Geral de Depósitos, BPI, RTP e SIC. 

Andreia Sanches  

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<![CDATA[Campanha contra crise hoje lançada]]> ]]> <![CDATA[Ajudar em época de crise]]> ]]> <![CDATA[As fundações Calouste Gulbenkian e da EDP juntas em acções]]>  
Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian refere que a campanha, designada "País Solidário", "incidirá, nesta fase inicial, nas quatro áreas identificadas como de maior precariedade: Grande Porto, Vales do Ave e do Tâmega, e Península de Setúbal".
 
Dirigida a famílias "abrangidas pela crise e que não beneficiem de qualquer sistema específico de protecção social", esta campanha terá como objectivo reforçar a "capacidade de intervenção de instituições de solidariedade social que actuam neste domínio - Cáritas, Cruz Vermelha e Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome".
 
A apresentação da campanha está a agendada para as 17:30, no Museu da Electricidade, em Lisboa, e contará com as presenças dos presidentes das fundações da EDP, Francisco Sánchez, e Calouste Gulbenkian, Emílio Rui Vilar, bem como representantes das entidades promotoras da primeira fase desta iniciativa - Fundações Calouste Gulbenkian, EDP, Millenium BCP e Caixa Geral de Depósitos, BPI, RTP e SIC.
 
As instituições de solidariedade social Cáritas, Cruz Vermelha e Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome também estarão representadas na apresentação da campanha.
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